sexta-feira, 8 de novembro de 2019

NOTA DE ENCERRAMENTO

Concluímos nosso trabalho e estamos encerrando o nosso blog que será avaliado em breve. Agradecemos a todos que contribuíram.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Amazônia tem outubro com o menor número de queimadas da história; focos no Pantanal sobem 20 vezes

Léia Riscado

Outubro de 2019 apresentou o menor número de queimadas na Amazônia desde o início do monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998. O número mais baixo de focos, até então, havia sido registrado no mesmo mês daquele ano, com 8.777 detecções de calor. Neste ano, foram 7.855 pontos registrados durante todo o mês de outubro.
O cenário é oposto no Pantanal. O maior registro da história do bioma em um mês de outubro ocorreu em 2002, com 2.761 focos de queimadas. Neste ano, o número de outubro chega a 2.430, 331 focos a menos do que o recorde. A média histórica para o mês desde de 1998 é de 981 detecções de calor.
De acordo com o Ipam, não há apenas um motivo para atribuir à queda do fogo na Amazônia. A temporada de chuva começou em algumas regiões, assim como houve uma redução nas queimadas intencionais - reflexo da repercussão do fogo e também do índice alto no mês de agosto. Além disso, ocorreu a implementação da Operação da Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLO), comandada pelo Exército Brasileiro por meio de um decreto do governo federal para combater crimes ambientais.No caso do Pantanal, o índice de queimadas explodiu com relação a 2018.
No ano passado, o mês inteiro registrou apenas 120 focos. O número deste ano é mais de 20 vezes maior do que em outubro do ano passado.

O ideal seria se não houvesse mais queimadas em todo o território nacional,mas estamos vivendo num mundo que está longe do ideal.

"Nosso Planeta"

Andreza F. Ferreira


O programa de streaming Netflix criou uma série documental chamada "Nosso Planeta"; divida em oito temporadas (1: Um só Planeta; 2- Mundos congelados; 3 - Selvas; 4 - Mares costeiros; 5- Dos desertos aos campos; 6 - Oceanos além das fronteiras; 7 - Água doce; 8 - Florestas), tem uma mensagem fortíssima sobre o Planeta Terra, suas características habitacionais e traz imagens exclusivas e reais.
O documentário levou quatro anos para ser concluído e um de seus objetivos é alertar, ao grande número de consumidores deste programa de streaming, através de imagens incríveis e grandes narradores (David Attenborough e Salma Hayek), sobre a temperatura terrestre que vem aumentando. É importante que, quem tiver acesso à Netflix, assista ao documentário e reflita sobre a participação individual, ou em equipe, relacionada ao nosso planeta.








                         As fotos mostradas foram tiradas para a produção da série documental.

Link do trailer da série documental "Nosso Planeta": https://www.youtube.com/watch?v=IEl1u_hHKac

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

AQUECIMENTO GLOBAL PODE SER UMA FARSA?


Nessa entrevista um climatologista afirma que "o aquecimento global é conversa para boi dormir". Qual a sua opinião?

Fabíola Dias

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=NYLDDnrNlo4

JOVENS SE MOBILIZAM CONTRA AQUECIMENTO GLOBAL

Reportagem falando sobre jovens que se reuniram em manifestações por todo o planeta no dia 20/09/19, para conscientizar adultos sobre a importância de agir contra as mudanças climáticas. O grande objetivo, além de alertar pessoas comuns, é de pressionar os líderes do governo para tomarem medidas contra o aquecimento global.

Veja a reportagem completa em https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2019/09/20/interna_internacional,1086845/jovens-se-mobilizam-contra-aquecimento-global.shtml

Fabíola Dias

Aquecimento global e as consequências para a economia brasileira

As mudanças climáticas podem trazer prejuízos na agricultura, pecuária, geração de energia, e também para o Produto Interno Bruto, que é a soma de todos os valores e bens e serviços produzidos no Brasil.  
Com a diminuição nos impactos ambientais, redução de emissão de gases poluentes na atmosfera e a preservação do meio ambiente garantirá que a economia brasileira prospere nas próximas décadas, como aponta os pesquisadores da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza. O climatologista Carlos Nobre alerta para a importância de se cumprir o Acordo de Paris, que visa frear as emissões de gases de efeito estufa no contexto do desenvolvimento sustentável, caso contrário o Brasil deixaria em pouco tempo de ser a potência agrícola que é hoje.


“Se a temperatura subir entre 3°C e 4°C, o Brasil não terá mais condições de manter uma expressiva produção agrícola. Talvez apenas a Região Sul tenha alguma condição. A pecuária também vai cair muito”, declara Carlos Nobre
site: https://cebds.org/blog/aquecimento-global-e-as-consequencias-para-a-economia-brasileira/?gclid=Cj0KCQiA-4nuBRCnARIsAHwyuPp0UYO0SPOD-hgzJBYkzgoGG_ZI3gSscAzfew9x4GcvJbZTbUoeqNAaAnTzEALw_wcB#.XcKWSndFyP8

Efeito Estufa e Aquecimento Global

O efeito estufa é um fenômeno natural e possibilita a vida humana na Terra.
Parte da energia solar que chega ao planeta é refletida diretamente de volta ao espaço, ao atingir o topo da atmosfera terrestre - e parte é absorvida pelos oceanos e pela superfície da Terra, promovendo o seu aquecimento. Uma parcela desse calor é irradiada de volta ao espaço, mas é bloqueada pela presença de gases de efeito estufa que, apesar de deixarem passar a energia vinda do Sol (emitida em comprimentos de onda menores), são opacos à radiação terrestre, emitida em maiores comprimentos de onda. Essa diferença nos comprimentos de onda se deve às diferenças nas temperaturas do Sol e da superfície terrestre.
De fato, é a presença desses gases na atmosfera o que torna a Terra habitável, pois, caso não existissem naturalmente, a temperatura média do planeta seria muito baixa, da ordem de 18ºC negativos. A troca de energia entre a superfície e a atmosfera mantém as atuais condições, que proporcionam uma temperatura média global, próxima à superfície, de 14ºC.
Quando existe um balanço entre a energia solar incidente e a energia refletida na forma de calor pela superfície terrestre, o clima se mantém praticamente inalterado. Entretanto, o balanço de energia pode ser alterado de várias formas: (1) pela mudança na quantidade de energia que chega à superfície terrestre; (2) pela mudança na órbita da Terra ou do próprio Sol; (3) pela mudança na quantidade de energia que chega à superfície terrestre e é refletida de volta ao espaço, devido à presença de nuvens ou de partículas na atmosfera (também chamadas de aerossóis, que resultam de queimadas, por exemplo); e, finalmente, (4) graças à alteração na quantidade de energia de maiores comprimentos de onda refletida de volta ao espaço, devido a mudanças na concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.
Essas mudanças na concentração de gases de efeito estufa na atmosfera estão ocorrendo em função do aumento insustentável das emissões antrópicas desses gases.
As emissões de gases de efeito estufa ocorrem praticamente em todas as atividades humanas e setores da economia: na agricultura, por meio da preparação da terra para plantio e aplicação de fertilizantes; na pecuária, por meio do tratamento de dejetos animais e pela fermentação entérica do gado; no transporte, pelo uso de combustíveis fósseis, como gasolina e gás natural; no tratamento dos resíduos sólidos, pela forma como o lixo é tratado e disposto; nas florestas, pelo desmatamento e degradação de florestas; e nas indústrias, pelos processos de produção, como cimento, alumínio, ferro e aço, por exemplo.

Gases de efeito estufa

Há quatro principais gases de efeito estufa (GEE), além de duas famílias de gases, regulados pelo Protocolo de Quioto:
- O dióxido de carbono (CO2) é o mais abundante dos GEE, sendo emitido como resultado de inúmeras atividades humanas como, por exemplo, por meio do uso de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) e também com a mudança no uso da terra. A quantidade de dióxido de carbono na atmosfera aumentou 35% desde a era industrial, e este aumento deve-se a atividades humanas, principalmente pela queima de combustíveis fósseis e remoção de florestas. O CO2 é utilizado como referência para classificar o poder de aquecimento global dos demais gases de efeito estufa;
- O gás metano (CH4) é produzido pela decomposição da matéria orgânica, sendo encontrado geralmente em aterros sanitários, lixões e reservatórios de hidrelétricas (em maior ou menor grau, dependendo do uso da terra anterior à construção do reservatório) e também pela criação de gado e cultivo de arroz. Com poder de aquecimento global 21 vezes maior que o dióxido de carbono;
- O óxido nitroso (N2O) cujas emissões resultam, entre outros, do tratamento de dejetos animais, do uso de fertilizantes, da queima de combustíveis fósseis e de alguns processos industriais, possui um poder de aquecimento global 310 vezes maior que o CO2;
- O hexafluoreto de enxofre (SF6) é utilizado principalmente como isolante térmico e condutor de calor; gás com o maior poder de aquecimento, é 23.900 vezes mais ativo no efeito estufa do que o CO2;
- O hidrofluorcarbonos (HFCs), utilizados como substitutos dos clorofluorcarbonos (CFCs) em aerossóis e refrigeradores; não agridem a camada de ozônio, mas têm, em geral, alto potencial de aquecimento global (variando entre 140 e 11.700);
- Os perfluorcarbonos (PFCs) são utilizados como gases refrigerantes, solventes, propulsores, espuma e aerossóis e têm potencial de aquecimento global variando de 6.500 a 9.200.
Os hidrofluorcarbonos e os perfluorcarbonos pertencem à família dos halocarbonos, todos eles produzidos, principalmente, por atividades antrópicas.

Aquecimento global

Embora o clima tenha apresentado mudanças ao longo da história da Terra, em todas as escalas de tempo, percebe-se que a mudança atual apresenta alguns aspectos distintos. Por exemplo, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera observada em 2005 excedeu, e muito, a variação natural dos últimos 650 mil anos, atingindo o valor recorde de 379 partes por milhão em volume (ppmv) - isto é, um aumento de quase 100 ppmv desde a era pré-industrial.
Outro aspecto distinto da mudança atual do clima é a sua origem: ao passo que as mudanças do clima no passado decorreram de fenômenos naturais, a maior parte da atual mudança do clima, particularmente nos últimos 50 anos, é atribuída às atividades humanas.
A principal evidência dessa mudança atual do clima é o aquecimento global, que foi detectado no aumento da temperatura média global do ar e dos oceanos, no derretimento generalizado da neve e do gelo, e na elevação do nível do mar, não podendo mais ser negada.
Atualmente, as temperaturas médias globais de superfície são as maiores dos últimos cinco séculos, pelo menos. A temperatura média global de superfície aumentou cerca de 0,74ºC, nos últimos cem anos. Caso não se atue neste aquecimento de forma significativa, espera-se observar, ainda neste século, um clima bastante incomum, podendo apresentar, por exemplo, um acréscimo médio da temperatura global de 2ºC a 5,8°C, segundo o 4° Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), de 2007.
Em resumo, a primeira parte do 4º relatório do IPCC, que compila os estudos sobre base científica da mudança do clima, considera o aquecimento global um fenômeno inequívoco e, muito provavelmente, causado pelas atividades antrópicas. A comunidade científica tem tido um papel importante para subsidiar os países em sua tomada de decisão, fornecendo projeções da mudança do clima sob diferentes cenários futuros, dentro de margens de erro aceitáveis, indicando desafios e apontando oportunidades.
site :https://www.mma.gov.br/informma/item/195-efeito-estufa-e-aquecimento-global

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Falar sobre o aquecimento global em sala de aula, é uma das alternativas para a solução do problema. a matéria à seguir mostra estratégias para serem usadas nas escolas, afinal de contas é na escola que devemos aprender a ser melhor. Conteúdo extremamente valiosos para professores e educadores.

Postagem de Bárbara Dias

DEBATE SOBRE O AQUECIMENTO GLOBAL EM SALA DE AULA

Um debate sobre o aquecimento global em sala de aula é uma boa estratégia para aprofundar o tema com os alunos

aquecimento global é, de longe, um dos temas mais polêmicos a serem abordados no Ensino Médio. Recentemente, com a difusão de alguns pensamentos que contestam a existência desse fenômeno climático, as discussões acaloraram-se e muitos pensamentos equivocados baseados em senso comum difundiram-se.
Essa é, então, uma boa oportunidade para o professor de Geografia e disciplinas afins realizar um debate sobre o assunto. A ideia não é chegar a uma conclusão definitiva sobre a existência ou não do aquecimento global – haja vista que nem a comunidade científica alcançou esse objetivo –, mas sim esclarecer algumas informações e propiciar um momento de aprofundamento sobre temas como o efeito estufa, a poluição atmosférica e outras questões ambientais.
Antes da realização do debate, é importante que o professor forneça a seus alunos o embasamento necessário sobre os dois lados da discussão. A seguir, enumeraremos alguns materiais sobre o aquecimento global com opções que poderão ser escolhidas pelo professor conforme as necessidades e o tempo disponível. Clique nos links para acessar.
Materiais a favor da existência do aquecimento global:
Documentário: “Uma verdade inconveniente”
Materiais contra a existência do aquecimento global:
Após a escolha dos materiais, utilize os recursos oferecidos pela escola (sala de informática, sala de vídeo ou data show) para apresentá-los para os estudantes. Em seguida, escolha uma aula para a realização do debate, tomando o cuidado de moderar as falas e ponderar as eventuais exaltações. Cabe lembrar que os debates são importantes e saudáveis, desde que realizados de forma respeitosa.
Ao final, procure lembrar os estudantes que, independente da existência ou não do aquecimento global, é de extrema importância a conservação do meio ambiente, pois os efeitos climáticos não são as únicas consequências da ação do homem sobre a natureza.
Fonte: 
https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/debate-sobre-aquecimento-global-sala-aula.htm


Como surge um incêndio florestal e como combatê-lo?

Léia Riscado

Os incêndios mais destruidores aparecem com uma combinação explosiva de três fatores:Primeiro, um clima quente e seco, em que a umidade do ar não ultrapasse 20%. Segundo, a presença de alguma coisa que provoque a primeira fagulha, desde um relâmpago até um simples cigarro aceso. Por último, combustível para alimentar as chamas – e isso as florestas têm de sobra, com suas toneladas de madeira inflamável, arbustos e folhagens secas.
No país(Brasil), 95% dos incêndios são causados pela ocupação desordenada da zona rural. “O corte de madeira abre clareiras no meio da floresta, diminuindo a resistência do solo e a umidade da área. Mas o grande inimigo são as queimadas.
A região que mais sofre com o problema é o chamado arco do desmatamento, uma faixa de 3 mil quilômetros de extensão e de até 600 quilômetros de largura, que vai do Pará ao Acre, nas bordas da floresta Amazônica.






Nas florestas podem ocorrer três tipos de incêndio. O mais freqüente é o chamado fogo rasteiro, que avança pela superfície do solo, queimando arbustos, palha e capim seco. A grande quantidade de material inflamável funciona como um reservatório de combustível
 O segundo tipo de incêndio é o fogo de copa, que consome as folhas das árvores e é o mais difícil de combater. Como as chamas podem estar a mais de 40 metros de altura, é preciso usar socorro aéreo ou derrubar a árvore para conter as chamas. 
O último tipo, o chamado fogo oculto, é o mais traiçoeiro. Esse fogo queima lentamente a parte interna de troncos e raízes como um carvão em brasa por até dez dias. Nessas situações, basta uma rajada de vento para recomeçar o incêndio.
Impressionante como a maioria dos incêndios são causados pela ocupação desordenada da zona rural.

Confira a reportagem completa em:

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

MAIS UM INCÊNDIO NO PANTANAL




Pantanal de MS volta a ser atingido por incêndio.


Fogo no Pantanal é considerado um dos maiores incêndios florestais da história do MS.

Focos começaram a ser registrados sábado (26/10/19), quando mais uma vez os termômetros marcavam altas temperaturas.

O incêndio Já atingiu uma área equivalente à cidade do Rio de Janeiro e só deve perder força a partir de terça-feira (12/11/19).


Infelizmente, mais uma queimada para aumentar o problema que estamos enfrentando...

Fabíola Dias

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=uOnThEOHzw4

DAI PÃO À QUEM TEM FOME

Léia Riscado



Parece que esse título não tem nada a ver com o assunto tratado aqui, que é o Aquecimento Global, mas olhem para isso:

Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino.
O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'.
Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade.
E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.
Leiam, e se emocionem assim como eu, o que escreveu essa jovem.
É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.
Eis o que a garota escreveu:
“Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:
O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:
- Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo...
Antes, os meus bosques tinham mais flores e meu seio mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados, retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante.
Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.
Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.
Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado.
Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes?
Pensei mais.... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?
Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.”


Achei muito interessante como alguém dessa idade já entende tanta coisa sobre nosso país.

domingo, 3 de novembro de 2019

Está acabando o tempo

A população mundial precisa correr atrás do prejuízo o quanto antes. Na matéria a seguir, se fala sobre o tempo que ainda temos para tomar alguma providência. Estamos nos matando, e nem estamos nos dando conta.
Postagem de Bárbara Dias

ONU afirma: temos apenas 12 anos para reverter a situação do aquecimento global

Documento produzido pela ONU alerta para os riscos das mudanças climáticas: furacões, secas, enchentes, extinções em massa e aumento no nível do mar global. Objetivo é limitar o aquecimento a 1,5°C


A publicação do documento Global Warming of 1.5 °C representa um dos mais fortes diagnósticos sobre os riscos do aquecimento global para o planeta e para a vida humana. O relatório de 400 páginas produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU) enfatiza que precisamos limitar a elevação da temperatura da Terra em, no máximo, 1,5°C em relação ao período pré-industrial. E que o prazo para isso está acabando.
A conclusão do documento é de que as emissões de dióxido de carbono resultantes da atividade humana terão que cair em 45% até 2030 e zerar até 2050 e que isso exigirá “mudanças de longo alcance e sem precedentes” no comportamento humano.
Limitar o aquecimento global a 1,5°C e impedir que ele chegue a 2°C terá um impacto profundo na Terra. Se o planeta aquecer 2°C ou mais, a elevação global do nível do mar em 2100 será 10 centímetros maior do que a 1,5°C. A preservação dos recifes de corais também depende disso: se com o globo 1,5°C mais quente, entre 70% a 90% deles irão desaparecer, a 2°C, eles serão praticamente extintos.
“Uma das principais mensagens enfatizadas fortemente neste relatório é que já estamos vendo as consequências do aquecimento global de 1°C, como eventos climáticos mais extremos, elevação do nível dos oceanos e degelo no Ártico, entre outras mudanças”, disse Panmao Zhai, presidente de um dos grupos de trabalho do Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC), no lançamento do relatório.
Em seu perfil no Twitter, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar otimista em relação às ações humanas para reverter o cenário apresentado pelo relatório. “Mas isso exigirá uma ação climática coletiva e sem precedentes em todas as áreas. Não há tempo a perder”, afirmou na rede social.

Acordo de Paris e as consequências de um planeta mais quente

Além das evidências apresentadas no documento, o alto escalão da ONU também alerta para o perigo do aquecimento global, sobretudo para a vida humana, e que as consequências já podem ser notadas desde já.
“A mudança climática está tendo – e terá – efeitos devastadores em uma ampla gama de direitos humanos, incluindo direitos à vida, saúde, alimentação, moradia e água, bem como o direito a um ambiente saudável”, disse David Boyd, relator especial da ONU para direitos humanos e meio ambiente, na sede da entidade, em Genebra, Suíça. “O mundo já está testemunhando os impactos da mudança climática: de furacões na América, ondas de calor na Europa, secas na África e enchentes na Ásia”, completou.
“Pequenos Estados insulares, a região do Mediterrâneo e também a África subsaariana já estão sofrendo e sofrerão mais no futuro”, corroborou Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), em Genebra. “Haverá 420 milhões de pessoas sofrendo menos por causa da mudança climática se pudermos limitar o aquecimento a 1,5°C, e temos certas áreas no mundo que são extremamente sensíveis”.
A ONU reitera que o cumprimento das metas estabelecidas pelo Acordo de Paris é fundamental para garantir o futuro do planeta. Adotado em dezembro de 2015 por 195 nações, o compromisso tem como foco o clima e como maior objetivo fortalecer a resposta global à ameaça da mudança climática. Em Genebra, Petteri Taalas reconheceu que “até agora o progresso não tem sido bom o suficiente” e pediu “extrema urgência” nas ações de seus signatários.
Em 2017, os Estados Unidos anunciaram a saída do país do acordo, que será concretizada em 2020 – é, até agora, a única nação a abandoná-lo.



sábado, 2 de novembro de 2019

O VERDADEIRO PAPEL DOS BOIS NO AQUECIMENTO GLOBAL

Quem diria que carne bovina está relacionada com o aquecimento global? Logo abaixo fique sabendo mais sobre esse assunto e compreenda o problema.


Fabíola Dias

Fonte:https://super.abril.com.br/especiais/o-verdadeiro-papel-dos-bois-no-aquecimento-global/


Uma vaca produz mais gases-estufa que um carro. E a ciência alerta: a contribuição bovina para o aquecimento global pode ser bem maior do que se imaginava.

Bois e vacas produzem metano, um gás-estufa muito mais poderoso que o dióxido de carbono dos motores a combustão interna. E os bovinos fazem isso em quantidades industriais, 24 horas por dia, sete dias por semana. O metano (CH4) em forma de gás é o grande subproduto da digestão dos bois (e de todos os outros ruminantes, como ovelhas e girafas). Esse gás vai se acumulando no rúmen, o principal dos quatro estômagos desses bichos, e sai praticamente todo pela boca do animal – e não pelo “escapamento”, como o senso comum imaginaria.

Nada do que falamos até agora é um assunto novo. Faz mais de 10 anos que começaram os alertas sobre o perigo que o metano representa para o clima. Essas notícias nos avisavam que o metano era um gás 25 vezes mais potente que o CO2 na capacidade de gerar efeito-estufa – ou seja, de prender calor na atmosfera, aquecendo o planeta ao longo do processo.

A novidade agora é outra: estávamos errados. E para pior. Não é que o metano tem 25 vezes mais poder que o CO2. São quase cem vezes. Isso muda tudo. 

Pela nova contabilidade, constata-se que bois e vacas respondem sozinhos por quase um quarto da emissão de gases-estufa no planeta. Ou seja: estão em pé de igualdade com os outros dois vilões mais célebres: o setor de transportes (carros, navios, aviões) e de energia (as termelétricas). No Brasil, então, nem se fala. Existem mais bois no Brasil do que brasileiros: são 212 milhões de cabeças de gado, contra 205 milhões de cabeças de gente. Só na Índia, onde o bicho é sagrado, existe mais boi do que aqui. Entre os rebanhos comerciais de fato, o Brasil é o líder, com mais cabeças que o segundo e o terceiro colocado juntos (China e EUA), e quatro vezes mais que a Argentina, a quarta colocada. Agora, se contabilizarmos o metano que sai dos nossos pastos mais o CO2 que sai das nossas florestas queimadas para virar pasto, temos um dado alarmante: o de que metade dos gases-estufa produzidos em território nacional vem da criação de gado. O grande inimigo do clima por aqui, então, não está na sua garagem. Está no seu prato, no copo de leite, no brigadeiro.


CONSUMO DE CARNE E O AQUECIMENTO GLOBAL

Essa reportagem fala sobre como a criação de bovinos leva ao aumento dos gases-estufa na atmosfera, agravando o problema do aquecimento global. Acredito que pessoas que gostam de comer carne, assim como eu, não irão deixar de fazê-lo, mesmo sabendo de tudo isso. Mas podemos diminuir o seu consumo para não piorar a situação. Depois de ler sobre esse assunto podemos perceber que tudo deve ser feito com equilíbrio para vivermos em harmonia com nosso planeta. Devemos fazer a nossa parte e conscientizar os outros sobre isso. Confira a reportagem!

Fabíola Dias
Fonte:https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/consumo-carne-aquecimento-global.htm


O Brasil é o maior exportador de carnes do mundo, o que corresponde a 24% da sua produção. Nosso país possuía, em 2006, cerca de 190 milhões de cabeças de gado e a demanda por carne bovina não é só externa, mas interna também. Com certeza, isso gera muitos lucros para o nosso país.
Mas, o que dizer dos impactos sobre o meio ambiente? Será que o consumo de carne agrava problemas ambientais, tais como o efeito estufa e o aquecimento global?
Estudos mostram que a pecuária bovina é responsável pela emissão de pelo menos 50% dos gases-estufa, principalmente do gás carbônico (CO2) e do metano (CH4). O aumento da concentração desses e de outros gases na atmosfera é o que intensifica o efeito estufa, pois eles absorvem uma parcela da radiação infravermelha, aumentando a temperatura do planeta e causando o chamado aquecimento global.
Mas, como é possível que o gado contribua mais do que as indústrias e os veículos automotivos para agravar o aquecimento global?
A seguir, estão as principais formas em que isso ocorre:
1. Desmatamento: As florestas são derrubadas a fim de abrir pastagens para os rebanhos. Para limpar os terrenos, são realizadas queimadas, o que emite os gases-estufa e representa o maior fator de emissão desses gases no Brasil. Em terras brasileiras, isso ocorre na Amazônia e no Cerrado, sendo que 75% do desmate na Amazônia e 56% do desmate no Cerrado estão associados à pecuária.
Além de gerar esses gases, o desmatamento destrói habitats naturais, provoca a extinção de espécies, causa a degradação ou erosão dos solos, desencadeia inundações, diminui os recursos hídricos (porque possuirá menos tamponamento florestal), diminui a ocorrência de chuvas, entre outros problemas.

O desmatamento é o maior fator de emissão de gases-estufa no Brasil

2. Queimadas: As queimadas também são realizadas periodicamente para renovar a vegetação das pastagens, emitindo mais gases-estufa.

As queimadas lançam gases-estufa na atmosfera

3. Digestão dos animais: A fermentação entérica, isto é, a formação de gases no sistema digestivo do boi, emite metano para a atmosfera, por via oral e fecal.

A digestão do gado emite metano na atmosfera

4. Outros: Existem outros fatores que são mais difíceis de serem mensurados, mas que também contribuem em muito para o aquecimento global, tais como o transporte da carne, do gado, de rações para os rebanhos, emissões dos solos de pastagens degradadas ou mal manejadas, emissões vindas da produção da ração, emissões do processamento industrial primário da carne que será consumida e assim por diante.

O transporte de gado queima combustível fóssil

Tudo isso representou um total de 812,9 toneladas de CO2 emitidos pela pecuária brasileira no ano de 2008.
Assim, quanto maior for o consumo de carne, maior será o rebanho criado e, consequentemente, maior o prejuízo para o meio ambiente.
Então, faça uma autoanálise sobre os seus hábitos alimentares e se pergunte:
“Será que eu poderia diminuir o meu consumo de carne?”
Uma ação positiva sobre essa questão não só ajudará o meio ambiente, mas também fará bem à sua saúde, porque o consumo excessivo de carne pode levar ao desenvolvimento de algumas doenças, como doenças cardiovasculares e obesidade.

Comer muita carne não faz bem à saúde e ainda prejudica o meio ambiente

A criação de bovinos leva ao aumento dos gases-estufa na atmosfera, agravando o problema do aquecimento global


ASSUNTO DO NOSSO BLOG

O que é o Aquecimento Global?

Aquecimento Global  é o processo de aumento da temperatura média dos  oceanos  e da  atmosfera da Terra  causado por massivas emissões ...