quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Mapa Mental: Aquecimento Global

O aquecimento global refere-se ao aumento elevado da temperatura média da Terra. Apesar de ser um assunto que não é um consenso na comunidade científica, muitos estudiosos acreditam que esse fenômeno agravou-se em razão das atividades humanas. A poluição do ar por meio de queimadas, do intenso uso de transportes e do aumento da produção no setor industrial também é associado ao aquecimento global. As principais consequências desse fenômeno são o derretimento das calotas polares, o aumento do nível dos oceanos, a diminuição dos recursos hídricos e diversas anomalias climáticas, como El Niño e furacões.


Mapa Mental: Aquecimento Global

O desmatamento das áreas naturais contribui para o aquecimento global no sentido de promover um desequilíbrio climático decorrente da remoção da vegetação, que tem como função o controle das temperaturas e dos regimes de chuva. A Floresta Amazônica, por exemplo, é uma grande fornecedora de umidade para a atmosfera, provendo um maior controle das temperaturas e uma certa frequência de chuvas para boa parte do continente sul-americano, conforme estudos relacionados com os chamados rios voadores. Se considerarmos essa dinâmica em termos mundiais, pode-se concluir que a remoção das florestas contribui para o aumento das médias térmicas e para a redução dos índices de pluviosidade em vários lugares.

Léia Bernardo



sábado, 26 de outubro de 2019

Relatório do IPCC sobre oceanos mostra que governos precisam agir


Léia Riscado

Documento valida previsões e traz alertas para medidas de adaptação às mudanças climáticas. Se nada for feito agora, cidades costeiras podem ser destruídas.

Em um novo relatório do IPCC, o órgão das Nações Unidas para lidar com o aquecimento global, divulgado nesta quarta-feira, 25, quase 7.000 artigos científicos foram analisados, com contribuições de 104 autores e editores de 36 países, para mostrar os impactos das mudanças climáticas no oceano e na criosfera do planeta (as partes congeladas, como calotas polares, geleiras, permafrost, gelo de prateleira e neve). Algumas informações voltaram a ser confirmadas pelo estudo: oceano, gelo e neve estão sendo transformados pelas mudanças climáticas. 

Até 2100, com altas emissões, as geleiras perderão mais de um terço de sua massa, o que reduzirá o suprimento de água para consumo humano. Algumas cadeias de montanhas podem perder mais de 80% de suas geleiras até 2100 e muitas deverão desaparecer por completo.
À deriva: desde 1979, o gelo na superfície do oceano Ártico diminuiu mais de 30%


De acordo com o especialista em ecologia marinha e gerenciamento costeiro do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, Alexander Turra, a responsabilidade está nas mãos dos governos. “É fundamental identificar as regiões com maior vulnerabilidade...Um país responsável obrigatoriamente tem que entender, estrategicamente, quais são esses efeitos para poder agir de forma
antecipada”, afirmou.

Algo precisa ser feito, com urgência.




quarta-feira, 23 de outubro de 2019

 Essa reportagem mostra em como o aquecimento terrestre influencia nas queimadas na Amazônia. Uma realidade que precisa ser mudada. Existem fatores naturais que são difíceis de serem controlados, porém precisamos estar atentos aos cuidados que podemos ter para reverter essa situação. Além de respeitar e amar a natureza.
À seguir, a matéria trata de como as mudanças climáticas influenciam nas queimadas.
Postagem de Bárbara Dias.



MUDANÇAS CLIMÁTICAS E AMAZÔNIA


As influências do homem no equilíbrio natural do planeta atingiram magnitude sem precedentes. As mudanças climáticas antropogênicas estão associadas às atividades humanas com o aumento da emissão de gases de efeito estufa, de queimadas, com o desmatamento, a formação de ilhas urbanas de calor, etc. A Amazônia desempenha um papel importante no ciclo de carbono planetário, e pode ser considerada como uma região de grande risco do ponto de vista das influências das mudanças climáticas. Segundo Salati (2001), o atual equilíbrio dinâmico da atmosfera amazônica está sujeito a forças de transformação que levam às variações climáticas e podem ser estudadas sob três diferentes aspectos:
1. Variações climáticas na região podem ser devidas às variações climáticas globais, decorrentes de causas naturais. Essas mudanças estão relacionadas com variação da intensidade solar, variações da inclinação do eixo de rotação da Terra, variações da excentricidade da órbita terrestre, variações das atividades vulcânicas e variações da composição química da atmosfera, entre outras. Existem registros bem documentados sobre as oscilações climáticas na Amazônia ocorridas durante as glaciações e também de variações mais recentes da temperatura local. Os efeitos do El Niño, que é um fenômeno natural, podem estar incluídos dentro dessa categoria. O tempo de resposta às forças modificadoras pode ser em um período anual, de décadas e milênios. Não há muita coisa que a sociedade possa fazer contra essas tendências a não ser se preparar para minimizar seus efeitos quando houver possibilidade de previsões científicas, como é o caso específico das variações climáticas decorrentes do El Niño e La Niña.
2. Mudanças climáticas de origem antrópicas, decorrentes de alterações do uso da terra dentro da própria região amazônica. Tais alterações estão ligadas diretamente ao desmatamento de sistemas florestais para transformação em sistemas agrícolas e/ou pastagem, o que implica em transferência de carbono (na forma de dióxido de carbono) da biosfera para a atmosfera, contribuindo para o aquecimento global, o qual por sua vez acaba atuando sobre a região amazônica. Evidências de estudos observacionais e estudos de modelagem (como por exemplo: Nobre et al., 1991; Betts et al., 1997, 2000; Chase et al., 2000; Zhao et al., 2001) demonstraram que mudanças na cobertura superficial podem ter um impacto significativo no clima regional e global. Evidências de trabalhos paleoclimáticos e de modelagem indicam que essas mudanças na vegetação, em alguns casos, podem ser equivalentes àquelas devidas ao aumento do CO2 na atmosfera (Pitman and Zhao, 2000).
3. Variações climáticas decorrentes das mudanças climáticas globais provocadas por ações antrópicas. Se as tendências de crescimento das emissões se mantiverem, os modelos climáticos indicam que poderá ocorrer aquecimento até acima de 6ºC em algumas regiões do globo até o final do século XXI. É provável que a temperatura média global durante o século XXI aumente entre 2,0ºC a 4,5ºC, com uma melhor estimativa de cerca de 3,0ºC, e é muito improvável que seja inferior a 1,5ºC. Valores substancialmente mais altos que 4,5ºC não podem ser desconsiderados, mas a concordância dos modelos com as observações não é tão boa para esses valores (IPCC, 2007). Conclui-se que, mesmo no cenário de baixas emissões de gases do efeito estufa (cenário B1), as projeções dos diversos modelos do IPCC indicam aumento da temperatura, sobretudo no Hemisfério Norte.
Recentemente Ambrizzi et al. (2007), utilizando três modelos regionais que foram integrados numericamente para a América do Sul, a partir de dados iniciais obtidos do modelo climático global do Hadley Centre, concluíram que para o período 2071-2100, em relação ao período 1961-1990, o maior aquecimento ocorrerá na Amazônia com aquecimento entre 4-8ºC para o cenário A2 de emissões de gases de efeito estufa e de 3-5ºC para o cenário B2. Em relação à precipitação, o cenário B2 apresenta diminuição da precipitação no norte e em parte do leste da Amazônia, enquanto que o cenário A2 apresenta diminuição da precipitação no norte, leste e região central da Amazônia.
A partir do Relatório da Quarta Avaliação do IPCC (IPCC 2007), há maior certeza nas projeções dos padrões de aquecimento e de outras características de escala regional, inclusive das mudanças nos padrões do vento, precipitação e alguns aspectos dos eventos extremos e do gelo. A associação entre eventos extremos de tempo e clima observados e as mudanças do clima é recente. As projeções do IPCC (2007) indicam um maior número de dias quentes e ondas de calor em todas as regiões continentais, principalmente em regiões nas quais a umidade do solo vêm diminuindo. Há ainda projeções de aumento da temperatura mínima diária em todas as regiões continentais, principalmente onde houve retração de neve e de gelo. Além disso, dias com geadas e ondas de frio estão se tornando menos freqüentes.
De acordo com o IPCC (2007), o aquecimento global pode levar a mudanças nos padrões de variabilidade de grande escala oceânica e atmosférica. Por exemplo, as projeções de diversos modelos indicam eventos El Niño-Oscilação Sul (Enso) mais intensos e há evidências observacionais que suportam essa projeção (Boer et al., 2004). O Enso está associado com algumas das mais pronunciadas variabilidades interanuais dos padrões climáticos em muitas partes do mundo.
AQUECIMENTO GLOBAL, VARIABILIDADE NATURAL E EL NIÑO As análises de diversos modelos climáticos globais indicam que com o aumento da temperatura global, devido ao aumento dos gases do efeito estufa, o clima do Pacífico tenderá a ficar parecido com uma situação de El Niño (Knutson and Manabe, 1995; Mitchell et al., 1995; Meehl and Washington, 1996; Timmermann et al., 1999; Boer et al., 2000). Entretanto, as razões para tal semelhança são variadas, e dependem da representação de processos físicos e parametrizações nos modelos (IPCC, 2007).
Para a Amazônia, estudos como Ropelewski and Halpert (1987, 1989), Marengo (1992, 2004), Uvo et al. (1998), Ronchail et al. (2002) e muitos outros identificaram que anomalias negativas de precipitação no centro, norte e leste da Amazônia são em geral associadas com eventos de El Niño-Oscilação Sul (Enso) e anomalias de TSM no Atlântico tropical. Esses estudos ressaltaram que algumas das maiores secas na Amazônia foram devidas a: 1. a ocorrência de intensos eventos de El Niño; 2. forte aquecimento das águas superficiais do Atlântico tropical norte durante o verão-outubro no Hemisfério Norte; ou 3. ambos (Marengo et al., 2007). A variabilidade das anomalias de TSM no Pacífico tropical é responsável por menos de 40% da variabilidade da precipitação na bacia amazônica (Marengo, 1992; Uvo et al., 1998; Marengo et al., 2007), o que sugere que os efeitos de outras fontes de variabilidade, tais como o gradiente meridional de TSM no Atlântico intertropical (que afeta principalmente a região norte e central da Amazônia), ou processos de superfície e grande freqüência de transientes do Atlântico Sul (importante para o sul da Amazônia) podem ser também importantes na variabilidade inter-anual da precipitação na região (Marengo et al., 2003; Ronchail et al., 2002; Marengo et al., 2007).
MUDANÇAS DOS USOS DA TERRA E CLIMA Com respeito às modificações de temperatura para a Amazônia, segundo Nobre (2001), nota-se que a projeção de aumento de temperatura global segue a mesma tendência de aumento de temperatura à superfície devido ao desmatamento. As várias simulações dos efeitos climáticos da substituição da floresta por pastagens na Amazônia (por exemplo: Dickinson e Henderson-Sellers, 1988; Shukla et al., 1990; Lean e Warrilow, 1989; Nobre et al., 1991; Henderson-Sellers et al., 1993; Manzi e Planton, 1996; Hahmann e Dickinson, 1997; Costa e Foley, 2000; Rocha, 2001; Werth e Avissar, 2002; Voldoire e Royer, 2004; Correia, 2005 e Sampaio et al., 2007) e as observações dos projetos Abracos (Gash et al., 1996; Gash and Nobre, 1997) e LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia) indicam que há um aumento da temperatura entre 0,3ºC e 3ºC, redução da evapotranspiração entre 15% e 30% e os estudos numéricos indicam redução da precipitação entre 5% e 20% devido à mudança de vegetação de floresta para pastagem. Este aumento de temperatura é comparável àquele projetado para o cenário B1, mas bem inferior àquele previsto para o cenário A2 para o final do século XXI. Provavelmente os efeitos de aumento de temperatura induzidos pelas mudanças globais e aqueles advindos dos desmatamentos se somariam, aumentando o risco de incêndios florestais porque o secamento da vegetação na estação seca e sua flamabilidade são maiores com temperaturas mais altas. (Nepstad et al., 1999). Adicionalmente, Schneider et al. (2006) encontraram que o desflorestamento da Amazônia levaria a um aumento da variabilidade do Enso e um aquecimento médio anual no Pacífico equatorial leste. Esse aumento da variabilidade do Enso estaria relacionado com um aumento da temperatura da superfície na região desflorestada que levaria a mudanças no padrão de vento próximo à superfície, que se estenderiam até o Pacífico e Atlântico e afetariam o vento superficial sobre o oceano, com anomalias de oeste no Pacífico leste. Em resumo, para a Amazônia os aumentos projetados de temperatura atuariam como feedback positivo e aumentariam a suscetibilidade dos ecossistemas amazônicos às mudanças climáticas globais devido ao aumento do efeito estufa, e regionais devido ao desmatamento.
MUDANÇAS DOS USOS DA TERRA E HIDROLOGIA O efeito do desmatamento e das mudanças climáticas afeta o ciclo hidrológico em todas as escalas de tempo: em escalas de tempo de dias a meses, levam a mudanças na incidência de inundações; em escalas de tempo sazonais a interanual, mudanças nas características da seca é a principal manifestação hidrológica; e em escalas de anos a décadas, as teleconexões nos padrões de circulação global atmosférica, ocasionadas pela interação oceano-atmosfera, afetam a hidrologia de algumas regiões, especialmente nos trópicos, por diferentes eventos, entre eles o El Niño (Nijssen et al., 2001). A mudança climática representa um risco para o ciclo hidrológico na Amazônia, uma vez que o aumento de temperatura provocará uma maior evaporação e maior transpiração das plantas, o que levará a uma aceleração do ciclo hidrológico (Case, 2006). Se, além disso, a precipitação diminuir durante a estação seca, o impacto das mudanças climáticas no regime hidrológico na Amazônia será ainda mais agravado (Nijssen et al., 2001). A intensa seca ocorrida, no sudoeste da Amazônia em 2005, teve fortes impactos na navegação, agricultura, geração de hidroeletricidade, e afetou de forma direta e indireta a população ribeirinha de grande parte da Amazônia (Marengo et al., 2006).
AQUECIMENTO GLOBAL E AMAZÔNIA Desde a publicação do Terceiro Relatório de Avaliação do IPCC e particularmente para o Quarto Relatório (IPCC 2007), há uma compreensão cada vez melhor dos padrões projetados de precipitação. É muito provável que ocorra aumento da quantidade de precipitação nas altas latitudes, enquanto que reduções são prováveis na maior parte das regiões continentais subtropicais (em até cerca de 20% no cenário A1B em 2100), continuando os padrões observados nas tendências recentes. Entretanto, há ainda muita incerteza em relação às possíveis mudanças na precipitação pluviométrica em escala regional. De acordo com Li et al. (2006), os modelos climáticos globais do Intergovernmental Panel on Climate Change Fourth Assessment Report (IPPC AR4) prevêem diferentes padrões da precipitação na Amazônia sob a influência do cenário SRES A1B para a mudança climática global. Cinco de onze modelos estudados prevêem um aumento da precipitação anual, três modelos prevêem um decréscimo na precipitação e os outros três não indicam padrão significativo de mudança da precipitação na Amazônia. Incertezas nos padrões previstos de mudanças na TSM no Pacífico e Atlântico tropicais, representação de nuvens e feedbacks da superfície na Amazônia são as principais fontes das incertezas na previsão de mudanças na precipitação da Amazônia. Por outro lado, as projeções do IPCC (2007) indicam que é muito provável que haja um aumento da intensidade da precipitação em diversas regiões, sobretudo na região tropical. Além disso, há projeções de secas generalizadas em regiões continentais durante o verão.
Na Amazônia, a precipitação é sensível às variações sazonal, interanual e decadal da TSM (Fu et al., 2001; Liebmann and Marengo, 2001; Marengo, 2004). O aquecimento do Pacífico tropical leste durante eventos El Niño suprime a precipitação da estação chuvosa através da modificação da circulação de Walker (leste-oeste) e via os extratrópicos no Hemisfério Norte (Nobre and Shukla, 1996). Variações na precipitação da Amazônia são também conhecidas por estarem relacionadas às TSMs no Atlântico tropical (Liebmann and Marengo, 2001). Um aquecimento do Atlântico tropical norte relativo ao sul leva a uma mudança para o norte e oeste da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e subsidência compensatória sobre a Amazônia (Fu et al., 2001). As TSMs no Atlântico também exercem uma grande influência na precipitação da estação seca (julho-outubro) no oeste da Amazônia pelo atraso no início da Monção da América do Sul (Marengo et al., 2001; Harris et al., 2006).
Eventos extremos, como a seca de 2005 no oeste e sudoeste da Amazônia, num cenário futuro de aumento de CO2 e diminuição de aerossóis, podem se tornar mais freqüentes. É provável que um aumento na temperatura da superfície do mar no Atlântico norte tropical tenha sido a causa da seca de 2005 na Amazônia, já que havia a ausência de episódio El Niño. Isso implicou numa diminuição da intensidade dos ventos alísios de nordeste e do transporte de umidade do Atlântico tropical em direção a região amazônica. Segundo Marengo et al. (2007) as causas da seca ocorrida na Amazônia em 2005 não estão relacionadas ao El Niño, mas a três possíveis fatores: (1) o Atlântico norte tropical anomalamente mais quente do que o normal, (2) a redução na intensidade do transporte de umidade pelos alísios de nordeste em direção ao sul da Amazônia durante o pico da estação de verão, e (3) a diminuição do movimento vertical sobre esta parte da Amazônia, resultando num reduzido desenvolvimento convectivo e reduzida precipitação. Esses três fatores são dinamicamente consistentes na medida que águas mais quentes no oceano Atlântico tropical norte induziriam movimentos ascendentes atmosféricos sobre essa região, com abaixamento da pressão atmosférica, e movimentos descendentes compensatórios sobre a região da seca no oeste-sudoeste da Amazônia, e conseqüente aumento da pressão atmosférica. Esse padrão de anomalias de pressão reduziria a intensidade dos ventos alísios transportando umidade do oceano para a Amazônia.


VARIABILIDADE CLIMÁTICA E INCÊNDIOS FLORESTAIS Quando a floresta é sujeita a períodos anomalamente secos, aumenta a probabilidade de ocorrência de queimadas que podem destruir centenas de milhares de hectares de floresta e injetar na atmosfera grandes quantidades de fumaça e aerossóis que poluem o ar em extensas áreas, afetando a população e com potencial de afetar o início da estação chuvosa e a quantidade de chuva na região (Andreae et al. 2004). Considerando os cenários de mudança climática do modelo do HadCM3 para o IPCC/AR4, a duração da estação seca poderia aumentar em até dois meses ou mais na maior parte da Amazônia, o que levaria ao aumento da estação seca dos atuais 3-4 meses para 5-6 meses na Amazônia central e oriental. Esse aumento da estação seca implicaria num aumento do risco da ocorrência de queimadas e mudança na climatologia da chuva o que favoreceria a substituição da floresta por savana (Li et al., 2006). Esses impactos ecológicos afetam a possibilidade de manejo sustentável da floresta na região, o que é uma premissa básica para a economia regional (Brown et al., 2006).
O risco dos impactos das mudanças climáticas na Amazônia aumenta ainda mais quando somamos ao aquecimento global as alterações de vegetação resultantes das mudanças dos usos da terra, notadamente os desmatamentos das florestas tropicais e dos cerrados. Um outro fator importante é o fogo, pois a floresta densa amazônica era praticamente impenetrável ao fogo, mas devido à combinação da fragmentação florestal, desmatamentos e aquecimento em razão dos próprios desmatamentos e devido ao aquecimento global, aliada a prática agrícola predominante que utiliza fogo intensamente, esse quadro está rapidamente mudando e a freqüência de incêndios florestais vem crescendo a cada ano. Com isso, é quase certo que acontecerão rearranjos importantes nos ecossistemas e mesmo redistribuição de biomas. A assombrosa velocidade com que tais alterações estão ocorrendo, em comparação àquelas dos processos naturais em ecossistemas, introduz séria ameaça à mega-diversidade de espécies da flora e da fauna dos ecossistemas, em especial da Amazônia, com o provável resultado de sensível empobrecimento biológico (Nobre et al, 2005).
MUDANÇAS CLIMÁTICAS, BIOMAS E BIODIVERSIDADE Segundo Nobre (2001), para a Amazônia, se houver redução de precipitações induzidas pelas mudanças climáticas globais, estas se somam às reduções previstas como resposta ao desmatamento (Nobre et al., 1991), aumentando sobremaneira a suscetibilidade dos ecossistemas amazônicos ao fogo e causando a redução das espécies menos tolerantes à seca, podendo até induzir uma "savanização" de partes da Amazônia. Para a América do Sul tropical, tomando-se uma média dessas projeções de aumento de temperatura, constata-se a projeção do aumento da área de savanas e uma diminuição da área de caatinga no semi-árido do Nordeste do Brasil. Salazar et al. (2007) calcularam, utilizando cenários climáticos de 15 modelos climáticos globais do IPCC-AR4, as áreas onde o consenso dos modelos (> 11 modelos) indicam mudanças nos biomas na América do Sul tropical nos cenários A2 e B1 de emissões de gases de efeito estufa. Para o período 2020-2029, 3.1% da floresta tropical seria substituída por savana, e para finais do século (2090-2099) a área que será substituída aumenta para 18% no cenário A2. Esta mudança nos biomas, devido ao aquecimento global, ocorre principalmente no sudeste da Amazônia, região esta que coincide com uma zona que teoricamente apresenta dois estados de equilíbrio vegetação-clima: 1. o primeiro que corresponde ao padrão de vegetação atual com a maior parte da Amazônia recoberta por floresta tropical e 2. um segundo estado de equilíbrio, onde a parte leste da Amazônia é substituída por savanas (Oyama e Nobre, 2003). Isso tem repercussões muito importantes, já que a mudança climática pode ser um dois fatores que poderiam levar o sistema de um estado de equilíbrio para outro no leste da Amazônia. Outros estudos também apontam para redução das áreas de floresta (White et al., 1999; Cramer et al., 2001; Scholze et al., 2006; Cook and Vizy, 2007) ou seu completo colapso (Jones et al., 2003; Cox et al., 2004)
Em Scholze et al. (2006), o risco de perda da floresta em algumas partes da Amazônia é de mais de 40% para os cenários que apresentam uma anomalia de temperatura maior que 3ºC. Por outro lado, se houver tendência ao aumento das precipitações, estes atuariam para contrabalançar a redução das chuvas devido ao desmatamento e o resultado final seria mais favorável à manutenção dos ecossistemas e espécies.
Adicionalmente, alguns estudos têm mostrado que o estômato da planta abre menos com altas concentrações de CO2 (Field et al., 1995), o que reduz diretamente o fluxo de umidade da superfície para a atmosfera (Sellers et al., 1996). Isto pode aumentar a temperatura do ar próximo da superfície pelo aumento da razão entre o fluxo de calor sensível e fluxo de calor latente. Numa região como a Amazônia, onde muito da umidade para a precipitação advém da evaporação à superfície, a redução da abertura estomatal pode também contribuir para um decréscimo na precipitação (Betts et al., 2004).
Se grandes áreas da Amazônia forem substituídas por savana, a aridez poderá aumentar já que a vegetação adaptada ao fogo tem uma menor transpiração. Em Scholze et al. (2006) conclui-se que é provável uma maior freqüência de fogo (risco > 60% para temperatura > 3ºC) em muitas zonas da América do Sul. Em Hutyra et al. (2005) é mostrado que as florestas presentes em áreas com alta freqüência de secas (> 45% de probabilidade de seca) podem mudar para savana, se a aridez aumentar como previsto pelos cenários de mudança climática (Cox et al., 2004; Friedlingstein et al., 2003). Portanto cerca de 600.000 km2 de floresta estarão em potencial risco de desaparecer (> 11% da área total vegetada).
A floresta amazônica contém uma grande parte da biodiversidade do mundo, pois mais de 12% de todas as plantas com flores são encontradas na Amazônia (Gentry, 1982). Sendo assim, ameaças à existência da floresta amazônica indicam sérias ameaças à biodiversidade. Entretanto, existem poucos estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas na distribuição de espécies. Em nível global, Thomas et al. (2004) avaliaram o risco de extinção de espécies para áreas que cobrem cerca de 20% da superfície terrestre, e encontraram que entre 15% e 37% das espécies estariam comprometidas com risco de extinção até o ano de 2050. Em nível regional, as simulações de Miles et al. (2004), baseando-se nos cenários futuros do HADCM2Gsa1 (que assume um aumento anual de 1% na concentração de CO2), mostraram que 43% do conjunto de espécies arbóreas analisadas na Amazônia seriam não-viáveis para o ano de 2095. Para que as espécies afetadas possam atingir novas zonas bioclimáticas, a dispersão e migração deverão ser feitas em centenas de quilômetros (Hare, 2003). Muitos desses experimentos de modelagem não têm considerado as influências não-climáticas como as mudanças do uso da terra, o desmatamento, a disponibilidade de água, as pestes e doenças, queimadas, e todas as outras que possam limitar a migração e dispersão de espécies (Case, 2006). No trabalho de Sala et al. (2000), estudou-se a mudança na biodiversidade para o ano 2100, considerando alguns desses aspectos e identificou-se que, para os biomas tropicais, os principais agentes que afetam a biodiversidade são o uso da terra e as mudanças climáticas.
CONCLUSÃO A Amazônia vem sendo submetida a pressões ambientais de origem antrópica crescentes nas últimas décadas, tanto pressões diretas advindas dos desmatamentos e dos incêndios florestais, como pressões resultantes do aquecimento global. A estabilidade climática, ecológica e ambiental das florestas tropicais amazônicas está ameaçada por essas crescentes perturbações, que, ao que tudo indica, poderão tornar-se ainda maiores no futuro. A ciência ainda não consegue precisar quão próximos estamos de um possível ponto de ruptura do equilíbrio dos ecossistemas e mesmo de grande parte do bioma Amazônico, mas o princípio da precaução nos aconselha a levar em consideração que tal ponto de ruptura pode não estar distante no futuro. Um colapso de partes da floresta tropical trará conseqüências adversas permanentes para o planeta Terra.

Essa reportagem mostra em como o aquecimento terrestre influencia nas queimadas na Amazônia.
Bárbara Dias


Primeira geleira a desaparecer na Islândia ganha funeral e lápide ...

Okjökull foi declarada morta em 2014. Placa de cobre inaugurada no local faz alerta contra os efeitos das mudanças climáticas, enquanto cientistas temem que país perca todas as suas principais geleiras até o ano de 2200.A Islândia inaugurou neste domingo (18/08) uma placa de bronze em homenagem à Okjökull, a primeira geleira do país declarada morta como consequência da mudança climática.
O desaparecimento de Okjökull, no oeste da ilha subártica, está sendo tratada pelas autoridades islandesas e por ativistas do clima como um alerta para os efeitos do aquecimento global.
"Ok é a primeira geleira da Islândia a perder seu status de geleira. Nos próximos 200 anos todas as nossas principais geleiras deverão seguir o mesmo caminho. Este monumento é para reconhecer que sabemos o que está acontecendo e o que precisa ser feito. Só você saberá se nós fizemos isso", diz a mensagem gravada na placa de bronze, destinada às próximas gerações... A dedicatória intitulada "Uma carta para o futuro", de autoria do escritor islandês Andri Snaer Magnason, traz ainda a data, agosto de 2019, e a concentração atual de dióxido de carbono na atmosfera do planeta, em partes por milhão: "415 ppm CO2.""Você pensa em uma escala de tempo diferente quando está escrevendo em cobre e não em papel. Você começa a pensar que alguém realmente vai chegar ali em 300 anos e vai ler isso", disse Magnason em entrevista à emissora britânica BBC.... "Este é um grande momento simbólico", continuou o escritor. "A mudança climática não tem começo nem fim, e acredito que a filosofia por trás desta placa é colocar um sinal de alerta para nos lembrar de que eventos históricos estão acontecendo, e não devemos normalizá-los. Devemos colocar nossos pés no chão e dizer: 'okay, isso se foi, isso é importante.'"O projeto foi iniciado por pesquisadores locais e seus colegas da Universidade Rice, nos Estados Unidos. 
Os convidados da cerimônia deste domingo incluem a primeira-ministra da Islândia, Katrín Jakobsdóttir, o ministro do Meio Ambiente do país, Gudmundur Ingi Gudbrandsson, e a irlandesa Mary Robinson, ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos."Este será o primeiro monumento em homenagem a uma geleira perdida para a mudança climática em todo o mundo", afirmou em julho Cymene Howe, professora da Universidade Rice.Segundo Howe, criar um memorial como esse traz luz ao que está sendo perdido em todo o mundo devido à mudança climática. Ela disse que a cerimônia também visa chamar atenção "para o fato de que isso é algo que os humanos 'conquistaram', embora não seja uma coisa de que devemos nos orgulhar".Pesquisadores envolvidos acrescentaram que, como o debate sobre o aquecimento global pode ser bastante abstrato com "muitas estatísticas terríveis e modelos científicos sofisticados que podem parecer incompreensíveis", um monumento a uma geleira desaparecida pode ser a melhor maneira de as pessoas entenderem o que está acontecendo com o planeta.Okjökull, que significa "geleira Ok" em islandês, tornou-se a primeira grande massa de gelo da Islândia a perder oficialmente seu status de geleira, em 2014.Enquanto em 1890 a Okjökull cobria uma área de 16 quilômetros quadrados, suas dimensões caíram para apenas 0,7 quilômetro quadrado em 2012, pouco antes de desaparecer completamente.
Cientistas alertam que cerca de 400 geleiras na Islândia correm o risco de ter o mesmo destino, e temem que todas elas podem desaparecer até o ano de 2200. O país está perdendo cerca de 11 bilhões de toneladas de gelo por ano.A organização União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) estima que quase metade dos patrimônios mundiais pode perder suas geleiras até 2100 se as emissões de gases do efeito estufa continuarem no ritmo atual.... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2019/08/18/primeira-geleira-a-desaparecer-na-islandia-ganha-funeral-e-lapide.htm?cmpid



Gabriela Santos

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Óleo no Litoral


A degradação natural é demorada e é possível que as toxinas do petróleo derramado durem por décadas, causando, assim, problemas na vida marítima por muito tempo, como: provocar morte de animais marinhos e algumas aves que sobrevoam o mar; impossibilitar a fotossíntese em partes onde há camada de óleo; ao chegar à praia, a toxina dificulta a entrada de banhistas e diminui a quantidade de turistas na cidade, fazendo com a economia caia.

Este vídeo é uma reportagem sobre o Litoral do Nordeste tomado pela lama de petróleo:
https://www.youtube.com/watch?v=V4DN7aMXx14


Andreza F. Ferreira

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Alternativas para reduzir o impacto do aquecimento global

Nessa matéria encontramos alternativas para reduzir o impacto do aquecimento global. Precisamos falar sobre isso!
Postagem de Bárbara Dias  




O aquecimento global é um fenômeno caracterizado pelo aumento das temperaturas médias da Terra, sendo esta em torno de 15º C. Isso ocorre porque gases como o dióxido de carbono e metano que junto ao vapor d’água, formam uma camada que aprisiona parte do calor do Sol em nossa atmosfera. Se não fossem esses gases, a Terra seria um ambiente gelado, com temperatura média de -17º C. Esse fenômeno natural é chamado de efeito estufa e se não fosse por ele, a vida na Terra não teria tamanha diversidade.
Desde a revolução industrial, a população começou a usar intensivamente o carbono em forma de carvão mineral, petróleo e gás natural, nos veículos e para gerar energia nas indústrias. As florestas, grandes depósitos de carbono, começaram a ser destruídas e queimadas cada vez mais rápido. Com isso, imensas quantidades de dióxido de carbono, metano e outros gases passaram a ser despejados na atmosfera, tornando a camada que retém o calor mais espessa, o que intensifica o efeito estufa. E nosso planeta, mostra cada vez mais sinais de febre atualmente. Por isso, o aquecimento do planeta é o maior desafio ambiental do século 21.
Somente no último século, a temperatura da Terra aumentou em 0,7º C. Parece pouco, mas esse aquecimento altera as condições climáticas em todo o planeta. As grandes massas de gelo começam a derreter, aumentando o nível médio do mar, ameaçando as ilhas oceânicas e as zonas costeiras. Furacões, tufões e ciclones ficam mais intensos e destrutivos. Temperaturas mínimas ficam mais altas, enxurradas e secas mais fortes, além das regiões com escassez de água, como o semi-árido, virando desertos. 
Quando o aquecimento global foi detectado, alguns cientistas ainda acreditavam que o fenômeno poderia ser causado por eventos naturais, como a erupção de vulcões, aumento ou diminuição da atividade solar e movimento dos continentes. Porém, com o avanço da ciência, ficou provado que as atividades humanas são as principais responsáveis pelas mudanças climáticas que já vêm deixando vítimas por todo o planeta. Hoje não resta dúvida que o homem é o principal responsável por este problema.(Fonte: Greenpeace)
Consequências 
Entre as consequências do aquecimento global, temos as transformações estruturais e sociais do planeta provocadas pelo aumento das temperaturas, das quais podemos citar:
  • Elevação das temperaturas dos oceanos e derretimento das calotas polares;
  • Possíveis inundações de áreas costeiras e cidades litorâneas, em função da elevação do nível dos oceanos;
  • Aumento da insolação e radiação solar, em virtude do aumento do buraco da Camada de Ozônio;
  • Intensificação de catástrofes climáticas, tais como furacões e tornados, secas, chuvas irregulares, entre outros fenômenos meteorológicos de difícil controle e previsão;
  • Extinção de espécies, em razão das condições ambientais adversas para a maioria delas.
  • Quedas e dificuldades na produção da a agricultura, pecuária e silvicultura;  
Como combater 
O reflorestamento é uma das principais estratégias para conter o aquecimento do global. São muitos os benefícios promovidos pelo plantio de árvores em áreas urbanas. Elas ajudam a reduzir o calor das cidades, evitam enchentes e preservam cursos de água, além de tornarem o ambiente mais agradável com suas cores e sombras. 
Outra grande atitude, segundo apontamentos oficiais e científicos, para combater o aquecimento global seria a escolha de fontes renováveis e não poluentes de energia, diminuindo ou até abandonado a utilização de combustíveis fósseis, tais como o gás natural, o carvão mineral e, principalmente, o petróleo. Por parte das indústrias, a diminuição das emissões de poluentes na atmosfera também é uma ação necessária.
A diminuição da produção de lixo, através da conscientização social e do estímulo de medida de reciclagem, também colabora com o meio ambiente, uma vez que, consequentemente, reduz a poluição e a emissão de gás metano, muito comum em áreas de aterros sanitários.
Soma-se a essas medidas a preservação da vegetação, tanto dos grandes biomas e domínios morfoclimáticos, tais como a Amazônia, como o cultivo de áreas verdes no espaço agrário e urbano. E principalmente o reflorestamento, restaurando áreas degradadas e plantando cada vez mais florestas que irão ajudar a sequestrar o carbono emitido pelas indústrias.
Bárbara Dias

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

O IMPACTO DO VAZAMENTO DE PETRÓLEO NO NORDESTE

Infelizmente mais uma vez a ação humana prejudica a nossa natureza. Desde o início de setembro, manchas escuras de petróleo tem surgido em pelo menos 43 praias do Nordeste e a substância é vista em oito dos nove estados da região. Seis animais marinhos já foram encontrados mortos como tartarugas e aves. 

Gente, o nosso Planeta está agonizando e pedindo ajuda!    

Fabíola Dias


Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/o-impacto-do-vazamento-de-petroleo-no-nordeste/
  

Segue a reportagem...

O impacto do vazamento de petróleo no nordeste

Depois de semanas em que o mundo se acostumou a ler notícias sobre as queimadas na Amazônia, a bola da vez é o mar brasileiro.  

Desde o início de setembro, 138 pontos do litoral nordestino foram atingidos por manchas de petróleo deixadas, segundo a Petrobras, por uma mistura de óleos venezuelanos. Ainda não está claro se o despejo de rejeitos na costa brasileira foi, de fato, criminoso. O mais provável é que o acidente tenha ocorrido durante a passagem de óleo de um navio para o outro. O vazamento atinge nove estados e o prejuízo para a vida marinha é incalculável. Segundo especialistas, o petróleo cru pode afetar a digestão dos animais e o desenvolvimento de algas, que são essenciais para a cadeia alimentar de espécies em extinção como a tartaruga marinha e o peixe-boi-marinho. Pontos turísticos como Maragogi (AL), Praia do Forte (BA), Porto das Galinhas (PE) e Praia do Futuro (CE) são alguns dos locais afetados.

 

 

 


POLUIÇÃO POR DERRAMAMENTO DE ÓLEO


Essa reportagem fala sobre o que é o petróleo, como ocorre a sua extração e o que um vazamento pode causar. Acabou de ocorrer mais um derramamento de petróleo no dia 2 de setembro de 2019. Manchas gigantescas de petróleo se espalham pelo mar do nosso Nordeste Brasileiro. Essas tragédias ambientais continuam ocorrendo e com isso nosso planeta sofre ainda mais. O petróleo é um dos maiores poluentes do meio ambiente e com isso contribui muito para o aquecimento global.

Fabíola Dias

Fonte:
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/poluicao-por-derramamento-petroleo.htm.


Vejam a reportagem logo abaixo...

O petróleo é uma substância tóxica que causa diversos tipos de poluição ambiental. Dessa forma, o derramamento de petróleo nos mares e oceanos causa danos profundos ao meio.

O derramamento de petróleo é um tipo de poluição ambiental muito difícil de ser contido, por diversos fatores.

O petróleo é um tipo de combustível fóssil de origem animal e vegetal formado geologicamente há milhões de anos. É uma substância líquida oleosa de coloração escura encontrada em muitos lugares no mundo, que pode ser extraída no continente, em terra firme e também no assoalho oceânico.

A extração do petróleo nos oceanos é feita através de máquinas montadas em plataformas fixas ou móveis, que bombeiam o petróleo para o navio ou oleodutos.
O vazamento de petróleo pode ocorrer em navios petroleiros, nas plataformas de extração e nos oleodutos de distribuição, causando danos enormes ao meio ambiente.


Plataforma de extração de petróleo no oceano 

Esse derramamento acontece em razão de falhas estruturais dos equipamentos, falhas humanas na execução e também pela pressão exercida no fundo do oceano que pode causar fissuras ou falhas no assoalho, escapando gás ou óleo. Em um desastre ambiental desse tipo são lançadas no mar quantidades enormes do produto, formando manchas que são espalhadas pelas correntes marítimas e pelas correntes de ar.

A poluição causada pelo petróleo é muito tóxica para os amimais marinhos e para as aves migratórias, além de prejudicar indiretamente a população que vive no litoral das áreas atingidas.

Um dos piores desastres com o lançamento de petróleo no oceano ocorreu nos Estados Unidos, no ano de 2010, quando uma quantidade enorme do líquido ficou vazando por meses, atingindo uma extensa área do Golfo do México. O prejuízo ambiental foi incalculável e muitas espécies animais e vegetais foram atingidas, tanto no mar quanto na costa.

  
O petróleo é óleo tóxico e não se mistura com a água 

Pessoas fazendo limpeza em animais atingidos pelo derramamento de petróleo em uma praia 
Pessoas fazendo limpeza em animais atingidos pelo derramamento de petróleo em uma praia. 





domingo, 13 de outubro de 2019

https://www.ecycle.com.br/7228-consequencias-do-aquecimento-global-saude.html

Dez consequências do aquecimento global para a saúde 

O aumento no risco de alergias, asma, doenças pulmonares e câncer de pulmão são algumas consequências do aquecimento global para a saúde

Consequências do aquecimento global
Imagem editada e redimensionada de nikko macaspac, está disponível no Unsplash
O aquecimento global é um processo que decorre da intensificação do efeito estufa da Terra, e tem como principais consequências as mudanças climáticas.

1. Aumento do risco de problemas respiratórios

O aumento no risco de problemas respiratórios causados por alergias, asma, doenças pulmonares crônicas e câncer de pulmão, pode ser uma das consequências do aquecimento global. Isso porque as mudanças nas concentrações de dióxido de carbono, temperatura atmosférica e precipitação podem elevar a quantidade de ozônio, pólen, esporos de mofo, partículas finas e substâncias químicas no ar que respiramos, e podem irritar e danificar os pulmões e as vias aéreas.

Se você estiver enfrentando problemas respiratórios, se possível, procure se mudar de cidade, ou ficar menos tempo no trânsito (mesmo com os vidros fechados os motoristas inalam os gases nocivos emitidos por escapamentos). Procure ajuda médica se apresentar sintomas respiratórios ou alérgicos. Procure ficar mais tempo em áreas verdes.

2. Aumento do risco de câncer de pele e catarata

A diminuição do ozônio na estratosfera permite que mais radiação ultravioleta chegue à superfície da Terra, o que pode resultar em aumento do risco de câncer de pele e em cataratas.
O problema é que a população acredita estar protegida ao usar protetor solar, quando, na verdade, o próprio protetor contém uma substância cancerígena, a oxibenzona. Entenda melhor esse tema na matéria: "Oxibenzona: composto tóxico está presente em protetor solar".

Há quem diga que o óleo de coco é uma alternativa que pode exercer uma proteção solar até certo nível sem apresentar efeitos nocivos para a pele, sendo um substituto ao protetor solar de farmácia. Entretanto, são necessários estudos que comprovem sua eficácia para essa função. Por enquanto, só há pesquisas que mostra seu poder hidratante. Entenda melhor esse tema na matéria: "Óleo de coco faz bem para a pele. Entenda e saiba como usar".

Enquanto você não se sente seguro se expondo ao sol, procure usar roupas de algodão para cobrir o corpo e óculos escuro. Mas, vá com calma, o sol também é importante para a produção de vitamina D. Não se transforme em um vampiro! Se o câncer te preocupa, confira algumas dicas de prevenção nas matérias:

3. Aumento do risco de doença cardiovascular e AVC

Outras consequências do aquecimento global para a saúde são os aumentos do risco de doenças cardiovascular e acidente vascular cerebral (AVC). As temperaturas extremas somadas à pior qualidade do ar e ao estresse causado por eventos climáticos intensos podem sobrecarregar o sistema cardiovascular. Além disso, as mudanças climáticas podem contribuir para a disseminação de alguns insetos vetores de doenças que podem afetar o coração, como a doença de Lyme e a doença de Chagas.
Não deixe de conferir a previsão do tempo. Proteja-se de temperaturas extremas permanecendo em ambientes fechados ou pelo menos ficando na sombra ou bem abrigado. Faça check-ups com regularidade para avaliar a saúde cardiovascular, e não ignore sintomas como dor no peito ou no braço, ou dificuldade de locomoção, fala ou de pensamento. Tente controlar o estresse. Proteja-se contra insetos.

4. Exaustão por calor ou insolação

As temperaturas podem chegar a graus tão extremos de calor que as pessoas podem vir a falecer. Saiba mais sobre esse tema na matéria: "Mudança climática trará mais mortes por ondas de calor".
Não deixe de conferir a previsão do tempo. Reduza o tempo ao ar livre quando estiver muito quente. Use roupas leves, bonés e chapéus no calor.

5. Desnutrição e obesidade

As alterações climáticas podem afetar negativamente a produção de alimentos, atingindo plantas e animais, levando a diminuição da disponibilidade de alimentos naturais e saudáveis, como frutas e verduras.
A alteração climática também pode aumentar a população de insetos, levando ao uso de mais pesticidas e produtos químicos que poderiam permanecer na comida. Eventos climáticos extremos podem levar à contaminação do suprimento de alimentos com toxinas, como chumbo, mercúrio e arsênio. Além disso, podem ocorrer florações de algas tóxicas, que podem atingir a população de peixes e, em última instância, você.

Tudo isso pode causar o aumento da dependência de alimentos altamente processados e pouco saudáveis.

Fique atento ao conteúdo nutricional da própria comida. Tente escolher alimentos menos processados e que não tenham muito açúcar, sal ou ingredientes artificiais. Converse sobre a sua dieta com o seu médico ou nutricionista. Conheça seu corpo e jamais terceirize as decisões sobre ele. Para obter nutrientes, é melhor confiar em comida de verdade, não em suplementos.

6. Doenças transmitidas por alimentos

Mudanças na temperatura, precipitação e níveis do mar, bem como eventos climáticos extremos, podem criar condições ótimas para a propagação de micróbios causadores de doenças, como o vibrião, que podem contaminar os alimentos.

Acompanhe os alertas governamentais sobre doenças transmitidas por alimentos e pesquise sobre as notificações de ocorrências de diferentes empresas de produção e venda de alimentos. Verifique as regras de segurança alimentar em vigor e se elas estão sendo cumpridas. Os regulamentos existem para proteger o consumidor.
Use boas práticas de preparo de alimentos, como lavar as mãos frequentemente e com cuidado, limpar utensílios e outros objetos que tenham tocado em alimentos crus ou potencialmente contaminados, e cozinhe adequadamente os alimentos.
Se você acha que pode estar sofrendo de uma doença de origem alimentar, procure ajuda médica assim que possível. Alguns casos podem ser perigosos e fatais. Além disso, o hospital pode notificar as autoridades no caso de suspeita de surto.

7. Saúde mental e problemas relacionados com o estresse

Eventos climáticos extremos, como inundações, incêndios florestais e tornados não são divertidos. Muito menos a poluição, a menos que você esteja lucrando com isso. Mesmo pequenas mudanças na temperatura, na precipitação e no nível do mar podem afetar a maneira como você se sente. Um estudo mostrou que uma das consequências do aquecimento global pode ser o aumento no risco de suicídio. Entenda melhor esse tema na matéria: "Aquecimento global aumenta risco de suicídio, segundo estudo".
Fique atento à própria saúde mental. Não tenha vergonha ou estigma em admitir que você não se sente bem ou está enfrentando problemas de saúde mental. Converse sobre a sua saúde mental com profissionais de saúde.

8. Doenças transmitidas por insetos

Mudanças na temperatura, precipitação, umidade e outros padrões climáticos podem facilitar a disseminação, persistência e comportamento de mosquitos, barbeiros, carrapatos e outros insetos que podem transmitir doenças como malária, dengue, zika, doença de Chagas, febre do Nilo Ocidental e doença de Lyme.
Conheça onde esses insetos vivem normalmente e como isso pode estar mudando. Use roupas de proteção e repelente de insetos se houver exposição. Fique em ambiente fechado durante os horários em que os mosquitos atacam. Livre-se de tudo que possa permitir a criação de insetos, como água parada em baldes, banheiras ou pneus.
Informe sua médica ou médico sobre viagens para algum lugar novo, que possa ter risco de transmissão de doenças por insetos. Talvez seja preciso fazer exames para algumas doenças caso você tenha risco de contraí-las, então compartilhe os seus hábitos ao ar livre com profissional da saúde.

9. Os quatro Ds

Em inglês, o termo "quatro Ds" se refere à: damage, distress, disease, and death. Em português significa, respectivamente: dano, angústia, doença e morte. Mesmo mudanças relativamente pequenas na temperatura, umidade e outras aspectos ambientais podem desencadear eventos extremos, como incêndios florestais, deslizamentos de terra, furacões ou inundações.
Esteja preparado para esses eventos extremos. Certifique-se de que sua casa esteja abastecida com suprimentos de emergência e saiba como agir em diferentes tipos de eventos. Fique atento aos avisos e alertas de desastres. Procure atendimento médico se você se machucar durante um evento extremo. Você pode estar mais machucado do que você pensa.

10. Problemas de fertilidade

Só conhecemos a ponta do iceberg (que, a propósito, pode estar derretendo) das consequências do aquecimento global para a saúde. Pesquisas da University of California, Los Angeles (UCLA) mostraram que as mudanças climáticas podem estar afetando a fertilidade.

Gabriela dos Santos

ASSUNTO DO NOSSO BLOG

O que é o Aquecimento Global?

Aquecimento Global  é o processo de aumento da temperatura média dos  oceanos  e da  atmosfera da Terra  causado por massivas emissões ...