Léia Riscado
Documento valida previsões e traz alertas para medidas de adaptação às mudanças climáticas. Se nada for feito agora, cidades costeiras podem ser destruídas.
Em um novo relatório do IPCC, o órgão das Nações Unidas para lidar com o aquecimento global, divulgado nesta quarta-feira, 25, quase 7.000 artigos científicos foram analisados, com contribuições de 104 autores e editores de 36 países, para mostrar os impactos das mudanças climáticas no oceano e na criosfera do planeta (as partes congeladas, como calotas polares, geleiras, permafrost, gelo de prateleira e neve). Algumas informações voltaram a ser confirmadas pelo estudo: oceano, gelo e neve estão sendo transformados pelas mudanças climáticas.
Até 2100, com altas emissões, as geleiras perderão mais de um terço de sua massa, o que reduzirá o suprimento de água para consumo humano. Algumas cadeias de montanhas podem perder mais de 80% de suas geleiras até 2100 e muitas deverão desaparecer por completo.

De acordo com o especialista em ecologia marinha e gerenciamento costeiro do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, Alexander Turra, a responsabilidade está nas mãos dos governos. “É fundamental identificar as regiões com maior vulnerabilidade...Um país responsável obrigatoriamente tem que entender, estrategicamente, quais são esses efeitos para poder agir de forma
antecipada”, afirmou.
Algo precisa ser feito, com urgência.
Fonte:https://veja.abril.com.br/ciencia/relatorio-do-ipcc-sobre-oceanos-mostra-que-governos-precisam-agir
É assustador saber que daqui a poucos anos isso pode acontecer, pois 2100 é logo ali...
ResponderExcluirVerdade, o tempo passa voando.
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